Conheça as principais características da mentalidade empreendedora

A vida de um empreendedor costuma ser cheia de percalços. No caminho para construir uma empresa e alcançar o sucesso almejado, há inúmeros desafios que precisam ser sanados e, durante essa trajetória, é necessário ter paciência com problemas que podem ocorrer.

Para Renata Tolotti, que além de palestrante é empreendedora há muitos anos, essa atividade requer um pensamento focado e algumas habilidades especais, que podem ser conquistadas ao longo do tempo. “Eu acredito que a principal característica que um empreendedor precisa ter é resiliência. Quem decide empreender, deve ter consciência de que é algo realmente difícil porque terá que lidar com diversos desafios e, mesmo assim, vai ter que desenvolver a capacidade de continuar a fazer”, comenta.

A mentalidade empreendedora segue uma série de conceitos que empresários de diversas áreas devem estar atentos. Além da resiliência citada por Renata, algo que também pode determinar o processo é o aprendizado. “No geral, pessoas precisam ser cada vez melhores para se destacar, isso é algo comum na vida. No empreendedorismo é algo ainda maior devido a grande demanda por inovação”, explica a empreendedora.

Outro ponto importante é gostar de desafios, enfrentá-los com entusiasmo e não ver o esforço como algo ruim, afinal pode ser comum perder alguns finais de semana com trabalho, mas de certo há recompensas ao ver os resultados.

No entanto, também existem maus hábitos que devem ser evitados, sendo que a falta de flexibilidade é um deles. “A certeza absoluta de que está fazendo as coisas da maneira correta também pode ser prejudicial, ouvir a opinião de pessoas que estão no ambiente de trabalho é uma ótima maneira de encontrar os pontos fracos de um projeto e assim melhorá-lo”, aponta Renata.

A especialista reforma que o primeiro passo para ter uma mentalidade empreendedora é investir no desenvolvimento pessoal. Estudar e buscar ajuda com coaches e mentores pode ser uma maneira de saber quais são os pontos em que está errando e começar acertar. “Mas é importante lembrar que não é algo fixo, se o empreendedor para de evoluir, a mentalidade vai ficar velha. É essencial executar, errar e acertar e com isso aprender e passar por todo o processo com consistência”, finaliza Renata.

Para consulta, a mentora recomenda o conteúdo de grandes nomes do empreendedorismo como Tallis Gomes, Ícaro de Carvalho, Nathalia Alcuri, Flávio Augusto e Luiza Trajano.

MadeiraMadeira levanta R$450 milhões na rodada da Série D liderada pelo SoftBank

Fundada em 2009 por Daniel Scandian, Marcelo Scandian e Robson Privado, a MadeiraMadeira concentra sua operação de vendas exclusivamente online desde o início e recebeu seus primeiros investimentos da Monashees, Kaszek e Flybridge. Niraj Shah, CEO e fundador da Wayfair e Christian Friedland, fundador da Build.com também fazem parte do conselho da companhia como advisors.

Sediada em Curitiba, a MadeiraMadeira tem mais de 600 funcionários, dos quais 200 destes atuam nas áreas de tecnologia e desenvolvimento de produto. A empresa iniciou recentemente uma série contratações importantes, como Dan Davis, ex CTO da Build.com, Santiago Antoranz, ex Diretor Administrativo da IKEA LATAM e Adeildo Nascimento, ex Diretor de RH da GVT.

A MadeiraMadeira foi pioneira no Brasil no modelo de drop shipping, entregando diretamente da indústria, sem risco com estoque. Sua plataforma de tecnologia proprietária está diretamente conectada ao ERP de cada fabricante, ajudando toda a cadeia de suprimentos a operar com eficiência.

“Sempre focamos em melhorar a utilização dos ativos de nossos terceiros com nossa plataforma tecnológica em logística eficiente. Nesse contexto, a BulkyLog, nossa subsidiária de logística dedicada, começou a operar no primeiro semestre de 2019 e desempenhará um papel fundamental na missão da empresa de redefinir o comércio de produtos para a casa no Brasil” conta Daniel Scandian, co-fundador e CEO da MadeiraMadeira.

“Sempre tivemos muita sorte de ter investidores de alto calibre contribuindo com seu capital e expertise nos últimos anos. O SoftBank e a Light Street Capital são adições estelares para o time. Afinal, eles investiram em algumas das empresas mais incríveis do mundo”, acrescentou Marcelo Scandian, co-fundador e CFO da MadeiraMadeira.

A nova infusão de fundos prevê acelerar ainda mais os investimentos em tecnologia, logística de ponta a ponta e experiência do cliente, apoiando a visão da empresa de se tornar o destino único de bens e serviços para casa na América Latina.

“A MadeiraMadeira está em uma posição única para liderar a transformação digital de uma indústria em crescimento em um mercado considerável – isso é fundamental para nós”, diz Paulo Passoni, Managing Investment Partner do SoftBank Group International na América Latina. “Apoiaremos totalmente esse grupo de indivíduos talentosos com a mentalidade certa, focada nos desafios estruturais do setor, que são tecnologia, logística e experiência do cliente.”

“A MadeiraMadeira executou perfeitamente durante seus primeiros anos, a estratégia de oferecer aos clientes o que eles mais querem: a maior seleção possível de produtos com os preços mais baixos do mercado. Empresas como Walmart, Amazon e Wayfair tornaram-se marcas globais com essa estratégia e a MadeiraMadeira está no caminho para ter a mesma força na região”, disse Jeffrey J. Bussgang, General Partner da Flybridge Capital

“Nós estamos muito empolgados por investir na MadeiraMadeira nesse momento que a companhia se encontra. Com todos os anos que investimos na Wayfair, tomamos ciência da natureza disruptiva desse modelo de negócios. Percebemos que a penetração do e-commerce no Brasil está nos seus primeiros passos, e estamos ansiosos para alavancar nossa base de conhecimentos, experiência e rede para ajudar a construir a próxima empresa de comércio eletrônico de bilhões de dólares no Brasil “, acrescentou Jay Kahn, sócio da Light Street Capital.

Lazard atuou como único consultor financeiro da MadeiraMadeira.

Empresas familiares e seus legados

Por Alvaro Oliveira

No Brasil, a história do empreendedorismo se confunde com a história das empresas familiares, que se originaram com os pais transmitindo o seu ofício aos filhos e ganharam, definitivamente, escala no início do século passado.

Atualmente, a maioria das empresas – no Brasil e no mundo – é familiar. Ou seja, em sua estrutura há pelo menos um membro da família ocupando posição de comando. Muitos desses empreendimentos cresceram por meio do espírito visionário e empreendedor do seu fundador e desenvolveram características importantes, tais como: rapidez na tomada de decisão, estruturas horizontais e ausência de burocracia. Além de conquistar a lealdade de seus funcionários e desenvolver uma relação próxima com seus fornecedores, clientes e, sobretudo, com as comunidades nas quais estão inseridas.

O espírito e a união familiar foram igualmente determinantes no sucesso dessas instituições, mas com isso vieram também os desafios que outros tipos de empresa não têm. Muitas vezes, as relações acabam se misturando ao ambiente empresarial, a emoção substituiu a razão e as intersecções entre a família, empresa e propriedade passam a ser fonte de baixa produtividade, ineficiência operacional e sérios conflitos familiares.

Muitas dessas corporações cresceram à sombra e dependência de seus fundadores, confundindo a história da criatura com a do criador e estabelecendo laços difíceis de desatar. Isso explica por que apenas 30% das empresas familiares sobrevivem à primeira sucessão e somente 5% chegam à terceira geração. A taxa de mortalidade é muito alta.

Uma importante pesquisa realizada pela PwC (2016) aponta que somente 45% das empresas familiares no Brasil têm um plano de sucessão para, no mínimo, alguns de seus executivos. A realidade é que a maioria das companhias não se prepara ou ainda não se deu conta da importância de começar a planejar a transição de sua liderança.

A passagem do bastão deve ser feita de maneira profissional. O candidato a assumir o comando deve ter a formação, experiência e perfil alinhados com os valores, cultura e desafios da função independente de ter o sobrenome da família ou não. Além disso, a perpetuação da empresa vai depender da profissionalização da gestão, da implementação de processos transparentes, meritocráticos e de princípios de governança que passem a governar as relações entre a família e empresa.

Entretanto, tenho visto um número crescente de pequenos e médios empreendimentos preocupados com esse assunto e que buscam ajuda para capacitar seus herdeiros e, assim, iniciar o processo de sucessão. A profissionalização do futuro administrador e o processo de sucessão são peças-chave para assegurar o futuro da empresa.

Independentemente do tamanho da companhia ou do ramo de atuação, a sucessão em negócios familiares demanda tempo, planejamento e, muitas vezes, decisões difíceis. Em alguns casos, a venda total ou parcial da empresa pode ser a única opção. Em outros, o processo sucessório é a decisão mais adequada. Para qualquer cenário, herdeiros e fundador devem colocar os interesses da empresa acima daqueles familiares e pessoais, pois, muitas vezes, os herdeiros não têm o perfil ideal para comandar, mesmo depois de anos de experiência, exposição e formação dentro do negócio. Ou, eles não se veem trabalhando na empresa por uma questão de aptidão e vocação, e isso precisa ser respeitado.

E você? Quando não puder mais estar à frente da sua empresa o que quer deixar para a sua família, qual será o seu legado? Ninguém é eterno, e a transição na sua empresa ocorrerá independentemente da sua vontade. Então, por que não planejá-la? Lembre-se que está em suas mãos a tarefa de decidir se a sua família herdará um problema ou um legado que continue honrando a sua história, suas realizações e a perpetuação daquilo que foi criado.

Álvaro Oliveira, empresário, investidor-anjo em startups e Coach de Negócios

Neomode recebe aporte de R$ 2,7 milhões

Desenvolver novos canais de venda (App Commerce e Shopbot Omni), transformar a loja física num minicentro de distribuição online, aumentar o giro de estoque das lojas, melhorar a logística de entrega com o sistema clique e retire e disponibilizar o estoque em tempo real. Essas são as propostas da Neomode, empresa de tecnologia que oferece soluções omnichannel para o varejo e que acaba de receber um aporte de R$ 2,7 milhões do Fundo Criatec 3. O montante será utilizado para automatizar a tecnologia, escalar a máquina de vendas, ampliar o quadro de funcionários e iniciar um plano de expansão nacional.

Gerido pela Inseed Investimentos, o Fundo Criatec 3 foi criado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Além do próprio BNDES, também estão entre os cotistas do Fundo agências de fomento, corporações e investidores privados. No Paraná, estado onde a Neomode foi fundada, os representantes são BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e Fomento Paraná.

O diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, destaca a importância do Criatec 3 para a política de apoio ao setor. “O Criatec 3 é fundamental para nossa política de apoio ao setor, pois nos permite apoiar projetos com alto potencial de valorização que, em muitos casos, não teriam condições de acessar nossas linhas de financiamento. Mesmo atuando somente em três estados, somos o principal repassador dos programas Inovacred (Finep) e MPME Inovadora (BNDES), o que mostra importância que damos à inovação em nossas operações”, diz.

Heraldo Neves, diretor-presidente da Fomento Paraná, explica que para a organização, investir no Criatec 3 é uma forma de apoiar o capital empreendedor além dos financiamentos já oferecidos. “A ação está em sintonia com o plano de governo do estado de estabelecer um ambiente de negócios amigável e estimulador, de investir na tecnologia, na inovação, e de apoiar as empresas nascentes, que podem escalar rapidamente. O caso da Neomode representa bem esse objetivo”, afirma.

Convergência

Fundada em 2016, a Neomode atende grandes cadeias de varejo como Lojas MM (Grupo Mercado Móveis). “O omnichannel, que já é muito popular nos EUA e Europa, é uma tendência que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma companhia. Trata-se da possibilidade de fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline. Assim, conectamos canais online com os pontos de vendas físicos e os consumidores evitam atritos na experiência de compra”, explica a co-fundadora da Neomode, Fabíola Paes, especialista em varejo e professora da ESPM, Ibmec e da USP/Esalq.

“Normalmente, depois de fazer uma compra pela internet, o consumidor precisa aguardar alguns dias até receber o produto. Isso gera insatisfação e diminui o interesse da compra. Com a solução da Neomode, é possível retirar ou receber as mercadorias em poucas horas, no mesmo dia e no local escolhido pelo consumidor. A jornada de compra proposta pela Neomode fica mais rápida e há redução significativa de custos logísticos. O cliente não enfrenta filas, prazos de entrega e taxas de frete”, explica Gustavo Junqueira, CEO da Inseed Investimentos.

Um estudo da Webshoppers, realizado pela Ebit/ Nielsen em 2018, mostrou que a porcentagem de atrasos nos pedidos clique e retire, sistema desenvolvido pela Neomode, é de apenas 2,6% – significativamente menor do que quando enviados pelos Correios (16,6%) e pelas transportadoras privadas (24,4%).

Para possibilitar essa integração, a Neomode desenvolveu a tecnologia LORI (Library of Omnichanne lIntegrations for Retail), uma plataforma que conecta o varejo com os mais completos sistemas nativos de PDV – frente de loja – das lojas físicas, gateways de pagamento e plataformas e-commerce – e origina novos canais de venda white label omnichannel: App Commerce (aplicativos de compra) e Shopbot Omni (assistentes virtuais por robôs). Ambos têm como objetivo aperfeiçoar toda a jornada de compra online e offline do consumidor.

“Quando desenvolvemos esse serviço que integra os canais e utiliza um sistema de geolocalização, notamos grande satisfação do lojista, que gerou incremental de vendas – por cliente ao retirar o produto na loja – em cerca de 40% em poucos meses. Existem diversas maneiras para melhorar a experiência de compra e encantar o cliente. O uso dessas ferramentas está revolucionando o jeito de comprar e vender no Brasil. Estamos felizes em alavancar esse processo e fazer parte dessa mudança de comportamento”, observa Fabíola.

Lojas MM

Com 40 anos de mercado, um dos mais tradicionais grupos varejistas do Sul do Brasil implementou, em 2018, um novo canal de vendas – o aplicativo white label da Neomode- que permite aos consumidores do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul comprarem pelo smartphone. O investimento em tecnologia para modernização das mais de 190 lojas girou em torno dos R$ 25 milhões. Assim, todos os pontos de vendas da rede viraram minicentros de distribuição para venda online, o que traz uma diferença competitiva muito grande no mercado nacional quando se fala em agilidade e em redução de custos.

“O grande diferencial do aplicativo está justamente na tecnologia que utiliza do conceito omnichannel, permitindo que o cliente compre online e retire nas lojas físicas totalmente integradas por meio do clique e retire. A inovação também permite outras duas funcionalidades: o acesso à chamada prateleira infinita, quando o cliente está dentro da loja física e não encontra o produto desejado, adquirindo-o via e-commerce; além da alternativa de consultar a loja mais próxima com produto disponível para compra via geolocalização”, explica Fabíola Paes, da Neomode.

“Este é o aplicativo pioneiro no segmento de eletromóveis que disponibiliza a retirada do produto num período tão curto. Com o investimento no novo canal a empresa tem obtido crescimento de 50% ao mês nas vendas pelo App Commerce”, destaca o Diretor Comercial das Lojas MM, Marcos Ribeiro Camargo.

Gartner alerta que mais da metade do tempo gasto em processos de planejamento é desperdiçado pelas empresas

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que 56% do tempo gasto pelas empresas em processos de planejamento estratégico é desperdiçado com análises e ações que não ajudarão a impulsionar ou preparar as companhias para o futuro. Isso acontece, principalmente, porque as preocupações dos líderes estão concentradas no cumprimento de metas de curto prazo, no medo do fracasso e nas exigências impostas pelas questões operacionais o cotidiano.

Segundo os analistas do Gartner, o sucesso das estratégias depende de uma abordagem mais prática e focada nos desafios de longo prazo. Por isso, os líderes executivos devem trabalhar para identificar e priorizar iniciativas que darão suporte e orientar suas operações, consolidando estratégias dirigidas à inovação, crescimento e competitividade. Este será um dos temas em destaque durante o Gartner IT Symposium/Xpo 2019™, principal evento do Gartner no Brasil e que acontecerá de 28 a 31 de outubro.

“Hoje em dia, com a ascensão de novos conceitos trazidos pela Transformação Digital, as empresas estão diante de oportunidades que apresentam maiores riscos e que, geralmente, envolvem grandes mudanças em seus modelos de negócios. Esse cenário cria um ambiente complexo, que exige o desenvolvimento de estratégias mais coordenadas e que envolvam toda a empresa”, afirma Claudio Neiva, Chairman do Symposium e vice-presidente de pesquisas do Gartner.

Para tornar os processos de planejamento estratégico ainda mais eficientes, os líderes são aconselhados a investir na criação de um roteiro coerente, com ações que permitam atender pontos como redução de custo, otimização de recursos, melhora operacional e, ainda, oferecer opções específicas para as demandas e características de cada departamento ou área de atuação da companhia. Alguns dos pontos em destaque são:

1. Incentivar a análise voltada à otimização de custos – À medida que as organizações desenvolvem seus planos estratégicos, é importante que os executivos e gestores estejam preparados para cortar custos desnecessários e, além disso, para encontrar formas práticas de otimizar os gastos e a utilização de recursos. Incluir essa abordagem estratégica ao gerenciamento dos planos protege as principais fontes de valor comercial, em todos os momentos. Para uma abordagem estratégica bem-sucedida, as lideranças devem contar uma compreensão clara dos custos, riscos, tempo e benefícios trazidos de cada projeto.

2. Desenvolver um plano de ações coerente e adaptável – Conforme a estratégia empresarial evolui, os líderes são desafiados a redefinir prioridades, gerenciar decisões de trade-off e minimizar os custos de mudança. Ao mesmo tempo, eles precisam continuar seus trabalhos para identificar e se comprometer com novas oportunidades de crescimento. Para equacionar todas essas demandas, os executivos são aconselhados a criar um plano claro e organizado, detalhando cada etapa a ser cumprida. Ao terminar ou iniciar uma nova etapa, os líderes devem checar se suas equipes têm os recursos e verbas necessários para dar suporte à execução estratégica da empresa, aproveitando os pontos fortes de suas operações.

3. Definir o passo a passo de sua estratégia e disseminar o conteúdo com a equipe – O início de um novo plano deve começar pela identificação do atual estágio funcional da organização e da definição dos objetivos que ela espera alcançar. Na sequência, então, é a vez de propor como a operação agirá para atingir essas metas e alcançar o sucesso. Após a análise de todo esse roteiro estratégico, os gestores devem comunicar seus planos e mostrar o que é esperado para cada equipe, destacando como os departamentos deverão ajudar a agregar valor à organização. Os analistas do Gartner avaliam, ainda, que é importante demonstrar como as ações a serem implementadas impactarão os negócios da companhia como um todo ao longo dos próximos anos. Junto dessa comunicação, os líderes devem propor, também, um modelo de avaliação que permita identificar o desempenho de cada equipe, mostrando como essa performance será medida, quantificada e reportada em relação aos objetivos de negócios.

Para discutir o tema em profundidade, os analistas do Gartner apresentarão pesquisas e novidades durante o Gartner IT Symposium/Xpo 2019™, principal evento do Gartner no Brasil, que acontecerá de 28 a 31 de outubro. Trata-se do mais importante encontro de CIOs e executivos de TI do mundo. Líderes da área confiam em eventos como esses para obter insights sobre como suas organizações podem usar TI para superar desafios de negócios e melhorar a eficiência operacional de suas empresas. Acompanhe novidades sobre os eventos no Twitter: #GartnerSYM.

As inscrições para o Gartner IT Symposium/Xpo 2019™ estão com desconto de R$ 700 até 20 de setembro. Há preços diferenciados para profissionais do setor público e descontos para grupos. Interessados podem entrar em contato com o Gartner pelos telefones (11) 5632-3109, 0800-774 1440, pelo e-mail: conferencias.brasil@gartner.com ou site: www.gartner.com/br/symposium.

Grupo DB1 cria laboratório de inovação para a aceleração de novos produtos

O mercado está em constante mudança e é imperativo estar cada vez mais atento ao panorama de negócios e ter velocidade de ação para acompanhar as novas tendências. O Grupo DB1, formado por empresas de tecnologia sediadas em Maringá – PR, Presidente Prudente – SP e, em breve, Campo Grande – MS, fomenta e incentiva a inovação, estimula a geração de novas ideias, incrementos, a abertura de diálogos e discussões para novos conhecimentos.

Para ajudar na missão de empreender software e tecnologias globais e da visão de criar uma empresa para durar gerações, o Grupo DB1 anuncia a criação do DB1 Labs. Trata-se de um ambiente para acelerar o lançamento de produtos e serviços, aproveitando o know-how adquirido ao trazer ao mercado diversos produtos de grande sucesso.

O DB1 Labs foi criado a partir da área de inovação do grupo, que antes se ocupava em realizar todo o ciclo de vida para lançamento de produtos, incluindo a ideação, desenvolvimento, validação e lançamento, com média de lançamento de 1 novo produto por ano. Esse foi o caso do ANYMARKET, uma plataforma de vendas em marketplaces que hoje é líder de mercado em seu segmento. Mais um exemplo de intraempreendedorismo foi o lançamento do Tinbot, primeiro robô brasileiro interativo que reúne Inteligência Artificial, Cognição e IoT (Internet of Things), investida e acelerada pelo DB1 Group e desenvolvido a partir de um projeto de um de seus colaboradores, além de projetos que falharam como o Hectus (um sistema de gestão pecuário lançado em 2012 e descontinuado em 2014).

Inovação com aprendizado e resultado

De acordo com Ilson Rezende, presidente e fundador do Grupo DB1, “queremos criar uma cultura de inovação em que o conhecimento adquirido no dia a dia se propague transversalmente e gere aprendizado contínuo, buscando os melhores projetos alinhados com a nossa missão de entregar soluções globais. O mais interessante é que um novo projeto pode chegar ao Labs de qualquer unidade de negócios do grupo, se transformar em um produto inovador ou até mesmo incentivar a criação de uma nova unidade de negócios. Esperamos aumentar a velocidade de lançamento de produtos do grupo para pelo menos três lançamentos por ano já nos primeiros 12 meses de operação. Outro ponto em que o DB1 Labs será essencial é na assertividade no processo de lançamento de novos produtos, obtendo uma taxa de sucesso superior a 70% dos produtos validados”.

“A partir de uma ideia inovadora, o DB1 Labs ficará responsável por todo o processo, do MVP (Minimum Viable Product), estudo de mercado, viabilidade ao escalamento do produto. Além disso, oferece mentorias para os Product Owners. Isso significa que qualquer pessoa com planos de empreender pode ser o gerente de seu próprio projeto utilizando os recursos do Labs”, explica Ilson.

Modelo DB1 Labs lança seu primeiro produto

Toda solução nova precisa de um sistema de autenticação de última geração, assim como ferramentas de gráficos, relatórios, chatbots, I.A.s entre outros. Com modus operandi semelhante aos das aceleradoras tradicionais, o DB1 Labs já se lança com metodologias, mentorias, networking e recursos financeiros. E vai além: conta com tecnologias prontas para serem reutilizadas nos projetos.

E o primeiro lançamento do DB1 Labs já chegou ao mercado. Trata-se do Predize, uma plataforma de SAC inteligente, especializada em otimizar o atendimento ao consumidor e pensada para quem vende em marketplace. O sistema conta com Inteligência Artificial e utiliza Machine Learning para aprender mais e mais à medida que coleta, processa e compara dados. O objetivo do Predize é oferecer uma experiência positiva aos consumidores e aos lojistas durante a jornada de compras em marketplaces, já que atende com agilidade o consumidor final na hora da compra e facilita o processo de atendimento por parte dos sellers preservando reputação e satisfação do e-commerce.

Nem bem chegou ao mercado e já foi implementado por empresas como Marca Seleta, Vitrino, Synapcom, além de algumas marcas ligadas à companhia de full service para e-commerces, comprovando a assertividade do projeto.

O DB1 Labs também está à disposição de empresas e startups nas quais o Grupo DB1 possui investimentos, além de prestar serviços aos clientes do grupo.

Curitiba e Cascavel recebem eventos sobre internacionalização de empresas

A proximidade política e econômica entre Brasil e Estados Unidos levantou os ânimos de empresários brasileiros que desejam entrar no mercado norte-americano. Pensando nesse fluxo de internacionalização, a Câmara de Internacionalização da Associação Comercial e Indústria de Cascavel (Acic) promoverá um evento gratuito sobre o assunto, no dia 11 de setembro, a partir das 18h, na sede da Acic. Já no dia 13 de setembro, de 8h as 12h, a palestra estará em Curitiba, no Edifício HUB Business, no auditório, 4º andar.

Liderando o seminário, o economista e consultor há mais de 30 anos, Carlo Barbieri, virá diretamente dos Estados Unidos. O expert vai esclarecer as dúvidas de quem quiser manter uma empresa em território americano, ou até mesmo mudar de vida, investir, morar e levar os filhos para estudar nos EUA.

Barbieri é CEO do Grupo Oxford, a maior consultoria brasileira nos EUA, e afirma ter recebido cada vez mais casos de figuras brasileiras que querem dar o sonhado passo para o exterior. “O cenário americano é auspicioso para receber empresas de outros países. Brasileiros empresários dos mais diferentes segmentos encontram uma economia estável e atraente para novos investimentos. Quando o assunto é globalizar, os EUA são país desejo para quem deseja criar raízes em negócios no exterior”, explica o economista.

O número de brasileiros que decidem viver no exterior segue uma crescente exponencial nos últimos anos. Em 2017, pelo menos 21.701 saídas definitivas foram registradas — um aumento de 165%. Já em 2018, foram 22.538. Somente para os Estados Unidos, no ano passado, o Brasil foi o país americano que mais contabilizou emissões do visto EB-5, visto específico para investir e morar nos EUA. Foram mais de 300 greencards concedidos a brasileiros que querem investir e viver nos Estados Unidos. O aumento foi de 37,5% em relação a 2017 e de 1.041,2% em comparação a 2015.

Para garantir uma entrada segura no cenário americano, entre os assuntos que serão pauta no seminário estão planejamento estratégico, compra de imóveis, blindagem patrimonial, vistos de imigração, suporte para adaptação pessoal e familiar. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas antecipadamente por meio do telefone (45) 9 8405-0371.

Conversa com Carlo Barbieri

Cascavel

Quando: 11 de setembro, 18h às 22h

Onde: ACIC – Associação Comercial e Indústria de Cascavel – R. Pernambuco, 1800 – Centro, Cascavel – PR

Curitiba

Quando: 13 de setembro, 8h às 12h

Onde: Rua XV de Novembro, 1155. Edifício HUB Business, no auditório, 4º andar

Inscrições: (45) 98405-0371

Evento gratuito. Vagas limitadas

Drones são utilizados para reflorestamento de larga escala

O aquecimento global e as mudanças climáticas são um problema crescente, com registros científicos indicando o aumento da temperatura e do nível do mar. Gases de efeito estufa, como dióxido de carbono (CO2), se acumulam em nossa atmosfera. Ao mesmo tempo, incêndios florestais, exploração madeireira e expansão humana agressiva significa que o suprimento de árvores que ajudam a regular e remover esse CO2 da nossa atmosfera está diminuindo.

Ao identificar e analisar este cenário, Juan Carlos Sesma teve a ideia de fundar a CO2 Revolution, uma empresa espanhola especializada em recuperação de ecossistemas. Com o objetivo de entender melhor onde novas árvores deveriam ser plantadas, a empresa é responsável por automatizar processos de plantio para que áreas muito maiores das florestas possam repovoadas.

Big Data e robótica no combate ao aquecimento global

Ao iniciar o planejamento para encontrar a melhor maneira de executar o objetivo principal da empresa, Juan Carlos decidiu que a melhor forma de resolver um problema desse tamanho era combinar duas das forças mais poderosas que emergiam na tecnologia: big data e robótica.

O maior desafio encontrado foi reduzir consideravelmente o tempo e o custo do reflorestamento em larga escala. A solução encontrada, então, foi utilizar drones para mapeamento e germinação do solo. Além disso, viu-se a necessidade de produzir sementes especiais que são envolvidas em um revestimento biodegradável, pré-germinadas e encapsuladas em conjunto com fertilizantes, enraizadas já para armazenar água, a fim de aumentar as chances de sobrevivência de futuras plantas e que forneça a quantidade certa de proteção e nutrição para as mudas jovens.

Até o momento, a CO2 Revolution afirma que possui uma taxa de 80% de germinação bem-sucedida. Um de seus maiores projetos ajudou a impulsionar o crescimento da população de novas árvores no parque Alto Tajo, na província de Guadalajara, na Espanha, onde mais de 200.000 metros quadrados foram queimados em um incêndio florestal. “Tentamos outras alternativas, mas nada funcionou com a mesma precisão e eficiência. É uma ferramenta que multiplica as possibilidades e, sem dúvida, os drones DJI são a melhor opção”, explica Sesma.

A CO2 Revolution não é a única empresa. Nos Estados Unidos, uma startup chamada DroneSeed está adotando uma abordagem semelhante. A empresa utiliza drones que mapeiam áreas com câmeras LIDAR e multiespectrais antes de soltar sementes e pulverizar ervas daninhas. A necessidade do reflorestamento foi acentuada durante o verão, quando incêndios florestais recordes queimaram vastas extensões de floresta na costa oeste dos EUA.

Além disso, no Reino Unido, uma startup chamada Biocarbon Engineering também está trabalhando nesse tipo de tecnologia. A empresa realizou um teste no início deste ano em que usou drones para ajudar a replantar árvores de mangue em Mianmar. A tecnologia também foi utilizada em países como Austrália, África do Sul e Marrocos.

O desafio em comum para todas essas startups é encontrar maneiras de criar um modelo de negócios lucrativo – ou pelo menos sustentável. Para Sesma e a equipe da CO2 Revolution, as recentes ações regulatórias destacam um caminho em potencial. “Oferecemos uma solução que permite aos clientes realizar plantios em grande escala, aumentando a massa da floresta e, assim, compensando sua pegada de carbono. Em meio a crescentes demandas por sequestro de carbono, esse tipo de esforço pode se mostrar não apenas nobre, mas financeiramente sensível para as grandes corporações”, explica Sesma.

PluZap: ferramenta gratuita encurta caminho entre compradores e vendedores

 

O empresário curitibano Eduardo Aguiar prepara o lançamento do PluZap, que vai unir consumidores a estabelecimentos comerciais, como as grandes ferramentas de delivery, mas transformando o que seriam taxas em descontos para os consumidores.

Os consumidores vão poder enviar pedidos, via Whatsapp, diretamente aos fornecedores com a certeza de pagar por um valor menor que o cobrado por empresas tradicionais de compras e entregas.

A novidade já conta com mais de 200 parceiros comerciais e vai ser lançada, em um grande parque, ao ar livre em Curitiba.

O PluZap já pode ser baixado nas app stores do Google e da Apple:

Google Play

https://play.google.com/store/apps/details?id=solutions.infinitus.pluzap

Apple Store

https://apps.apple.com/us/app/pluzap/id1475651798?l=pt&ls=1

Internet via satélite impulsiona turismo rural

O turismo rural está em expansão no Brasil. Em 2018, houve 19% de crescimento na receita do segmento e 9,5% de aumento no número de hospedagens em hotéis e pousadas rurais e casas de campo, de acordo com a Associação Brasileira de Turismo Rural (ABRATURR). A falta de internet de qualidade na área rural dificultava o desenvolvimento de negócios locais e o acesso via satélite se tornou uma das principais formas de conectividade no campo, impulsionando o crescimento do turismo rural.

É o caso do complexo turístico Villa Santa Maria, que contempla restaurante, lounges com lareira, cave, além de cachoeira e trilhas. Localizada a 10 km da cidade de Campos do Jordão, a Villa enfrentava problemas de conectividade por causa do relevo da região. “Como não temos acesso a redes de telefonia móvel e internet via cabo, investimos em internet via satélite. Hoje, aceitamos pagamento via cartão de crédito, realizamos reservas e fazemos toda a divulgação do espaço pelas redes sociais.”, comenta Christian Pinotti, sommelier do estabelecimento.

Perto dali, na área rural de São Bento do Sapucaí, o Restaurante Entre Vilas sofria com a falta de sinal de celular. A solução foi encontrada em 2017, com internet via satélite HughesNet. “Antes, os pagamentos eram feitos apenas por dinheiro ou cheque, limitando as opções dos clientes. Agora, oferecemos cartão de crédito como forma de pagamento, além de conseguirmos realizar reservas online e falar com nossos fornecedores”, afirma Rodrigo Veraldi Ismael, proprietário do restaurante.

A carência de internet rural de qualidade é facilmente suprida com a internet via satélite. “Para o turismo rural crescer, a conectividade se torna um fator fundamental e o acesso via satélite torna essa conexão cada vez mais possível. Para ter HughesNet, basta que um técnico vá até a propriedade do cliente, e instale uma antena e modem. Cobrimos mais de 5 mil municípios no Brasil, com foco nos moradores da área rural, principais usuários de nosso serviço.”, diz Rafael Guimarães, presidente da Hughes do Brasil.

O serviço HughesNet, internet via satélite da Hughes do Brasil, uma subsidiária da Hughes Network Systems LCC (HUGHES), está disponível no Brasil desde 2016, e conta com planos a partir de 10 Mega de velocidade.