Na era da IA, investimentos estratégicos em redes sem fioestão aumentando o ROI para as empresas, aponta Cisco

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A Cisco divulga seu primeiro relatório sobre o Estado das Redes Sem Fio (State of Wireless Report), revelando que o Wi-Fi evoluiu para um motor estratégico de crescimento, capaz de gerar um efeito multiplicador — em que um único investimento em rede impulsiona retornos crescentes em produtividade dos colaboradores, engajamento dos clientes e receita.

Com base em uma pesquisa com mais de 6.000 profissionais de redes sem fio em todo o mundo, o relatório destaca que, à medida que as organizações atingem um ponto de inflexão na demanda por conectividade, aquelas que priorizam o wireless de forma estratégica estão alcançando um valor de negócio significativamente maior do que seus pares.

Esse valor de negócio é guiado pelo “paradoxo da IA no wireless”: embora a IA seja um dos principais motores do ROI em redes sem fio, ela também pode aumentar a complexidade operacional e os riscos de segurança. Se essa dinâmica se tornará uma barreira ou uma vantagem competitiva depende de como as organizações a enfrentam.

O relatório apresenta um roteiro estratégico — que integra automação orientada por IA, segurança moderna e expertise especializada — para ajudar a lidar com esses desafios potenciais. Ao adotar essa abordagem holística, o estudo da Cisco indica que, globalmente, as empresas têm quatro vezes mais chances de alcançar retornos robustos, transformando sua infraestrutura wireless em uma poderosa vantagem competitiva.

Wireless moderno impulsiona melhores resultados
A ascensão da Internet das Coisas (IoT), das cargas de trabalho de IA e de aplicações de banda larga, como streamings em 4K/8K e Realidade Virtual/Realidade Aumentada, são hoje os principais impulsionadores da modernização das redes sem fio. À medida que as empresas se adaptam a essas demandas, juntamente com mudanças nas dinâmicas de trabalho, como mesas compartilhadas e BYOD (traga seu próprio dispositivo), elas estão aumentando significativamente seus orçamentos destinados ao wireless:

  • 80% aumentaram os investimentos nos últimos cinco anos, globalmente.
  • 29% aumentaram os orçamentos em 50% ou mais ao longo desses cinco anos, no mundo.
  • 82% preveem aumentos contínuos no orçamento nos próximos 4 a 5 anos, globalmente.
  • 35% esperam aumentar os orçamentos em 50% ou mais durante o mesmo período, no mundo.

Aqueles que já estão modernizando suas redes já vivenciam um efeito multiplicador, no qual um investimento em wireless gera múltiplos resultados positivos para o negócio:

  • No Brasil, 82% relatam ganhos de eficiência operacional. (No mundo, 75%).
  • No Brasil, 84% veem melhorias na produtividade dos colaboradores. (No mundo, 75%).
  • No Brasil, 84% observam um maior engajamento dos clientes. (No mundo, 75%).
  • No Brasil, 72% experimentam impactos positivos na receita, decorrente de investimentos em redes sem fio. (No mundo, 68%).

“A força de trabalho corporativa está evoluindo para equipes híbridas, compostas por humanos, agentes de IA e sistemas automatizados, todos operando juntos na velocidade das máquinas. O Wi-Fi é a base que torna isso possível, conectando cada endpoint, protegendo cada interação e liberando insights operacionais que impulsionam decisões mais inteligentes em todo o negócio”, afirma Anurag Dhingra, Vice-Presidente Sênior & General Manager de Conectividade empresarial & Colaboração da Cisco. “No momento, a IA é, ao mesmo tempo, a maior oportunidade e o maior teste para as redes corporativas.”, completa Dhingra.

A pesquisa mostra que as organizações estão acelerando a atualização de suas redes sem fio, com uma parcela crescente de entrevistados planejando migrar para o espectro 6G. Quase três em cada cinco empresas, no mundo, afirmam ter planos de implementar Wi-Fi 6E ou Wi-Fi 7 no próximo ano para modernizar a conectividade.

O paradoxo da IA em redes sem fio 
Embora a IA impulsione a inovação, ela introduz três áreas interconectadas que — quando bem gerenciadas — tornam as empresas quatro vezes mais propensas a alcançar ROI em wireless (4:1 ou superior). Para aproveitar essa vantagem competitiva, as organizações devem considerar priorizar:

  • Redução da complexidade operacional: Com quase todas as organizações (98% no mundo e 97% no Brasil) relatando um aumento na complexidade das redes sem fio, muitas equipes ficam presas em um ciclo reativo que consome recursos, desvia o foco de trabalhos estratégicos e compromete projetos de IA. Para lidar com esse cenário, mais de quatro em cada cinco organizações pesquisadas preferem uma rede wireless totalmente ou majoritariamente automatizada, alimentada por operações orientadas por IA. Essa abordagem já se mostra comprovada: 98% daqueles que já usam automação de IA relatam ganhos substanciais, economizando em média 3 horas e 20 minutos por pessoa, por dia.
  • Mitigação de riscos de segurança em redes sem fio: Incidentes de segurança gerados por IA são um dos principais fatores de aumento do risco de segurança em redes sem fio. Mais da metade das empresas, globalmente – e 49% no Brasil – relata perdas financeiras decorrentes desses incidentes de segurança, sendo que, em metade dos casos no mundo – e 39% no Brasil – os prejuízos ultrapassam US$ 1 milhão por ano. Globalmente, mais de um terço das organizações afetadas (e 27% no Brasil) apontam dispositivos comprometidos de Internet das Coisas (IoT) ou de Tecnologia Operacional (TO) como os responsáveis.
  • Competição por profissionais de wireless: A escassez significativa de talentos está ampliando os desafios operacionais. 91% dos líderes de redes sem fio no Brasil – quase nove em cada dez, mundialmente – estão com dificuldades para contratar profissionais qualificados, citando o aumento da migração de talentos para áreas como IA e cibersegurança. Esse déficit de profissionais é custoso: empresas com maiores dificuldades de contratação têm mais probabilidade de arcar com custos de incidentes de segurança até 70% mais altos anualmente em comparação àquelas que não enfrentam desafios de recrutamento.

Cisco State of Wireless Report é um estudo global inédito, baseado em entrevistas com 6.098 tomadores de decisão e especialistas técnicos em redes sem fio de organizações com pelo menos 250 colaboradores, abrangendo 30 países e diversos setores. A pesquisa foi conduzida pela Sandpiper Research & Insights.